sábado, 26 de maio de 2012

Ensinamentos do Baal Shem Tov




 Há um ensinamento radical do Baal Shem Tov que pode também ser o mais tradicional: ele acreditava num D'us que está aqui, agora.
Nas piruetas duma folha qualquer caída de alguma árvore solitária, no soprar de uma brisa súbita num dia de verão, em tudo que pode ser visto ou em todo som que pode ser ouvido, o Baal Shem Tov percebia o Infinito, o Insondável. “A Divindade é tudo,” costumava dizer, “e tudo é Divindade”.
Muitas mentes eruditas da época acharam a noção absurda. Que D'us cuidava dos atos justos daqueles que O temiam e faziam Sua vontade, isso eles entendiam. Que Ele podia ser encontrado na sinagoga e no salão de estudos, sim, isso era verdade. Mas por qual motivo um grande e poderoso D'us Se importaria com os detalhes mundanos da vida do erudito, mais ainda de uma pessoa simples, e o que dizer de uma folha caída na floresta? D'us sabe tudo, isso ninguém duvida. Ele cria todas as coisas e as sustém continuamente, isso também era aceito. Porém Ele deve fazer isso de longe, diziam, e assim também, Sua providência vem de longe. Pois Ele é o Ohr Ein Sof, a Luz Infinita, transcendente até nos reinos mais espirituais. Colocá-Lo dentro da criação em si, em toda atividade mundana, é igualá-Lo com a finitude de Sua criação.
E além disso, o Baal Shem Tov tinha os textos sagrados ao seu lado. Tal como os Salmos de David: “Ele cobre os céus com nuvens, prepara chuva para a terra, faz brotar a grama nas montanhas. Ele provê comida aos animais, aos corvos implumes aquilo que eles pedem.”1
Ou declarações claras do Talmud, como: “Rabi Yochanan, ao ver um pelicano, recitava o versículo: ‘Teus julgamentos estão acima das profundezas!’” (Pois preparaste o pelicano para cumprir Tua justiça sobre os peixes do mar, para matar aqueles que devem morrer.” – Rashi)2
Ou, tão explícito quanto possível, do Profeta Yeshayahu: “Diz D'us: Eu não preenchi os céus e a terra?”3
Na verdade, O Baal Shem Tov não estava denegrindo D'us, mas sim o contrário, estava elevando-O muito além de nossos antropomorfismos infantis. Nós seres humanos somos definidos por aquilo no qual nos investimos. Engajados em coisas pequenas, nos tornamos pequenos; em coisas maiores, ficamos grandes. Pensamos na matemática e nos tornamos matemáticos; dê-nos um jardim para cuidar, e agora somos jardineiros.
Mas Ele que é infinito, no sentido mais absoluto, é capaz de transcender todos limites, incluindo os da própria transcendência. Ele pode ser encontrado nos movimentos mínimos do vento que move a grama, no grito faminto do corvo, no tamborilar frenético da chuva caindo sobre o telhado, mesmo na livre escolha dos seres humanos, e ainda assim permanecer inteiramente transcendente e indefinido por qualquer deles, o infinito pulsando dentro de um mundo finito. "Ele domina tudo", diz o Zohar, "mas nada tem domínio sobre Ele." O Baal Shem Tov elaboraria desta forma: "Ele abrange a natureza de cada coisa, embora nada O abranja nem O defina."

sábado, 26 de novembro de 2011

  XI - DE NOÚS A HERMES


D'us, a eternidade, o mundo, o tempo, o futuro. D'us fez a Eternidade, a Eternidade fez o mundo, o mundo fez o tempo, o tempo fez o futuro. De D'us, a essência por assim dizer é (o bem, o belo, a beatitude) a sabedoria; da eternidade é a identidade; do mundo é a Boa ordem; do tempo é a mudança; do futuro é a vida e a morte. D'us tem por energia o intelecto e a alma; a Eternidade a duração e a imortalidade; o mundo as apocatástases e as apocatástases oposto; o tempo o crescimento e o decrescimento; o futuro e qualidade e a quantidade. Assim a Eternidade está em D'us; o mundo na Eternidade, o tempo no mundo, o futuro no tempo. E enquanto a Eternidade se mantém imóvel em D'us, o mundo está em movimento na Eternidade o tempo se cumpre no mundo e o futuros e desenrola no tempo D'us é, portanto a fonte das coisas, a Eternidade lhes é essência e o mundo a matéria. A Eternidade é a Potência de Deus, e a obra da Eternidade é o mundo, que não tem começo, mas que é continuamente no futuro pela ação da Eternidade. Eis porque tudo o que está nesse mundo não perecerá jamais (pois a Eternidade é imperecível nem será destruído, porque o mundo está totalmente envolvido pela Eternidade). - Mas o que é a Sabedoria de D'us? - É o bem e o belo e a beatitude e a virtude total da Eternidade. A Eternidade faz do mundo uma ordem, introduzindo a imortalidade e a duração na matéria. Com efeito, o devir da matéria depende da Eternidade, como a Eternidade depende de D'us. O devir e o tempo se encontram no céu e na terra, mas possuem duas naturezas diferentes: no céu não se transformam são imperecíveis, na terra são mutáveis e perecíveis. E da Eternidade D'us é a alma, do mundo é a Eternidade, da terra é o céu. D'us está no intelecto, o intelecto na alma, a alma na matéria: e todas essas coisas subsistem, através da Eternidade. Todo esse grande corpo no qual se acham contidos os corpos, uma alma plena de intelecto e de D'us o completa no interior e o envolve no exterior, vivificando o Todo no exterior desse vasto e perfeito vivente que é o mundo, no interior de todos os viventes e no alto, no céu dura sem mudar, idêntica a si mesma, embora embaixo, na terra, produza as variações do devir. É a Eternidade que mantém coeso todo esse mundo, por meio da necessidade, ou da providência, ou da natureza, ou de seja lá o que forque se possa pensar hoje ou depois. E tudo que produz pela sua atividade, é D'us, e a energia de D'us, força insuperável, e à qual não se podem comparar as coisas humanas ou divinas. Por esta razão, ó Hermes, nunca vá pensar que alguma das coisas daqui de baixo ou decima são semelhantes a D'us, pois te afastarás da verdade: efetivamente nada há de semelhante ao Dissemelhante, Só e único. E não pense também que ele dá parte de sua potência seja lá a quem for. Existe depois dele algum outro criador da vida, da imortalidade, da transformação? E ele que poderá fazer além de criar? Pois D'us não é inativo, de outra forma o Universo também seria inativo: pois tudo é pleno de D'us. Mas, de fato, não se verifica inatividade em parte alguma, nem no mundo, nem em qualquer outro ser que seja. Inatividade é uma palavra vazia, relativamente àquele que criou e àquele que vem a ser.  Ora é necessário que tudo venha a ser, e sempre, segundo a influência própria a cada lugar. Pois aquele que cria está em todos os seres, não permanece fixado em um deles e não criou um apenas, mas todos: pois sendo uma força sempre atuante não tira sua suficiência dos seres criados, mas são os seres criados que lhe são submissos. Contempla por mim o mundo que se oferece à tua visão e considera atentamente sua bondade: esse corpo sem mácula que nada ultrapassem antiguidade, eternamente na força da idade e jovem, e sempre mais florescente! Vê também a hierarquia dos sete céus formados em boa ordem segundo uma disposição eterna, preenchendo cada um por um curso diferente a eternidade. Vê todas as coisas repletas de luz sem que haja fogo em parte alguma: pois a amizade e combinação dos contrários e dos dissemelhantes tornou-se luz, repleta embaixo pela energia do deus que é gerador de todo bem, chefe e condutor de toda a boa ordem dos sete céus. Veja a lua que corre à frente de todos esses céus, instrumento da vida física, transformando a matéria daqui de baixo. Veja a terra, estabelecida no meio do Todo, bem estabelecida como fundamento deste mundo tão belo, nutriz dos seres terrestres. Considera ainda quão grande é a multiplicidade dos viventes imortais, imensa aquela dos mortais e veja mediatriz entre mortais e imortais, a lua que prossegue sua ronda. Tudo está cheio de alma, todos os seres estão em movimento, uns no céu, outros na terra e nem os que devem estar à esquerda seguem à direita e nem aqueles que devem estar à direita seguem à esquerda, nem os que devem estar no alto estão embaixo, nem os que devem estar embaixo estão no alto. Que todos esses seres foram produzidos, caríssimo Hermes, não precisas ouvir de minha boca: esses são come feitos os corpos, possuem uma alma, e são movidos. Ora todos esses corpos não podem convergir para um único ser sem alguém que os reúna. É preciso, portanto que esse alguém exista e seja absolutamente único. Pois, como os movimentos são diversos e múltiplos e como os corpos são dissemelhantes, como, portanto, a velocidade total imposta a esses corpos é única, não podem existir dois ou mais criadores: realmente, quando se é múltiplo não se mantém a unidade da ordem e não se pode ser múltiplo sem que resulte ciúme relativamente ao mais possante. E eu te direi, suponha que haja um segundo criador para os viventes mutáveis e mortais, seria tomado então do desejo de criar também os imortais e da mesma forma o criador dos imortais quereria criar os mortais. E mais ainda, suponha que existam dois enquanto que a matéria é uma e a alma uma, a qual dos dois pertencerá o cuidado de efetuar a criação? E se o cuidado pertence a ambos, qual dos dois tomará maior parte nele? Pensam que todo corpo vivente é composto de matéria e de alma, tanto o imortal quanto o mortal, tanto o racional quanto o irracional. Pois todos os corpos viventes são animados e os nãos viventes são simplesmente a matéria que subsiste à parte nela mesma, deposta que está entre as mãos do criador e é então o criador dos imortais que é o autor da vida: como não criaria também os outros viventes que não imortais? Que existe alguém que criou estas coisas é evidente. E agora está absolutamente manifesta a sua unicidade: na verdade a alma é uma, avida é uma, a matéria é uma. Qual é então esse criador? Quem pode ser ele senão o único D'us? A quem seria conveniente criar viventes providos de alma, se não a D'us somente? D'us é,
Portanto único. É coisa evidentemente visível! Reconheceste que o mundo é sempre um, o sol um, a lua uma, a atividade divina uma, e queres que D'us seja membro de uma série? É D'us, portanto, que sozinho criou as coisas. E o que há de maravilhoso no fato de D'us ter criado ao mesmo tempo: a vida, a imortalidade, as transformações, se fazes, também, tantas coisas diversas? Pois vês, falas, escutas, cheiras, tocas, andas, pensas, respiras, e não é um outro que fala, que escuta, um outro que cheira, um outro que anda, um outro que pensa e um outro que respira, mas é um único ser que faz tudo isto. E as atividades divinas também não podem ser separadas de D'us. Pois se paras de fazer estes atos, não és mais um vivente e o mesmo se dá com D'us, pois se cessa de fazê-lo, coisa ímpia de se dizer, não é mais D'us. Pois se demonstraste que não podes existir sem alguma atividade, quanto mais D'us! Com efeito, se existe alguma coisa que não crie D'us,
Coisa ímpia de se dizer é imperfeito; e se D'us não é inativo, mas contrariamente perfeito, é porque criou todas as coisas. Se quiseres, ó Hermes, prestar-me um pouco de atenção, conceberás que D'us possui apenas uma obra, é fazer com que as coisas venham a ser, oque vem, o que veio há um momento, o que virá no futuro. É isto, caríssimo, que é a vida, que é o belo, que é o bem, é isto que é D'us. E se quiseres compreendê-lo pela tua própria experiência, percebe oque se passa em ti quando queres engendrar. Verdadeiramente quando se trata de D'us, o ato de engendrar não é nem um pouco semelhante: D'us seguramente não encontra prazer sensível e não possui nenhum colaborador. Com efeito, como opera sozinho, sempre é imanente à sua obra, sendo ele mesmo o que ele produz. Pois se suas criaturas fossem separadas dele, dobrar-se-iam e pereceriam necessariamente, não mais possuindo vida. Mas, como tudo é vivente e como a vida também é uma, D'us é certamente único. Por outro lado, já que tudo é vivo, os seres do céu e os da terra, e como a vida é única em todos, é produzida por D'us e é ela que é D'us, é, portanto pela ação de Deus que todas as coisas vêm a ser e a vida é a união do intelecto e da alma. Quanto à morte, ela não é a destruição dos elementos reunidos, mas ruptura da união.Assim como a Eternidade é a imagem de D'us, o mundo imagem da Eternidade, o Sol imagem do mundo, o ser humano é a imagem do Sol. Quanto à transformação, é chamada morte porque o corpo se dissolve enquanto a vida se dissipa no invisível. Ora os seres que se dissolvem desta maneira, meu caríssimo Hermes, e o mundo, declaram que se transformam pelo fato de que, a cada dia, uma parte do mundo vai para o invisível, mas não que se dissolvam. E eis o que são as paixões do mundo: rotações e desaparições. Ora a rotação é revolução, e desaparição é renovação.  Destarte o mundo é omniforme, não que possua as formas abriga da sem si, é em si mesmo que ele se transforma. E sendo então o mundo omniforme, o que pode ser aquele que o criou? Não digamos que sejas em forma! Por outro lado, se também é omniforme, é semelhante ao mundo. Mas e se ele possui apenas uma forma? Será sob este ponto de vista inferior ao mundo. Que diremos que ele é para não deixar o discurso sem término? Pois nada é inconcluso na nossa concepção de D'us. D'us possui apenas uma figura - se alguma figura é própria a D'us - que não se oferece aos olhos corporais - incorpórea, e desvela todas as formas por meio do corpo. E não te espantes que possa existir uma figura incorpórea, ela existe efetivamente, como a figura da palavra. E da mesma forma, nas pinturas, veem-se cimos de montanhas se elevando muito acima, quando na verdade são chatas e lisas. Examina ainda o que acabo de te dizer de um ponto de vista mais ousado, mas também mais verdadeiro. Da mesma forma que o ser humano não pode existir sem a vida, D'us também não o pode sem produzir o bem. É isto precisamente que é a vida e movimento de D'us, o fato de mover todos os seres e de lhes dar a vida. Certos termos devem ser tomados em uma acepção particular, considera, por exemplo, o seguinte argumento. Todos os seres estão em D'us, mas não estão colocados como em um lugar, (na verdade o lugar é um corpo, e um corpo imóvel, e o que está no lugar não possui movimento): mas é de outra maneira que estão colocados na faculdade incorpórea de representação. Concebe então aquele que contém todos os seres e compreende que não há nada que possa circunscrever o incorpóreo, nem que seja mais rápido e possante que ele, de fato é o incorpóreo que é incircunscritível, mais rápido e possante que todos os seres. Julga-o também da maneira seguinte, segundo os teus critérios. Ordena à tua alma que esteja na Índia e eis que, mais rápida que tua ordem lá estará não por ter viajado de um local e outro, mas como se já estivesse lá. Ordena que voe para o céu, e não necessitará a mesma de asas: nada pode impedi-la, nem o fogo do sol, nem o éter, nem a revolução do céu, nem os corpos dos outros astros: mas, cortando todos os espaços, subirá em seu voo até ao último dos corpos. E se quiseres passar a abóbada do universo e contemplar o que existe além dela (se é que algo existe depois dela): tu o podes.  Vês que potência, que velocidade possui! E se podes tudo isto, D'us não o poderia? É desta maneira então que deves conceber D'us: tudo que é contido nele como pensamentos, o mundo, ele mesmo, o Todo. Senão te fazes igual a D'us, não podes compreender a D'us: pois os dessemelhantes só são inteligíveis ao semelhante. Faça-te crescer até corresponder à grandeza sem medida, por um salto que te libere de todo corpo; eleva-te acima de todo tempo, torna-te o Aíòn: então compreenderás D'us. Sabendo que não é impossível para ti, estima o imortal e capaz de tudo compreender, toda arte, toda ciência, o caráter de todo ser vivente. Sobe acima de toda altura, desce mais que toda profundidade, reúna em ti as sensações de todo o criado, do fogo e da água, do seco e do úmido, imaginando que estás ao mesmo tempo na terra, no mar, no céu e que ainda não nasceste e que estás no ventre materno, que és adolescente, ancião, que estás morto e que estás além da morte. Alcança-se com o pensamento essas coisas ao mesmo tempo: tempo, lugar, substância, qualidade, quantidade, podes compreender D'us. Mas se manténs tua alma aprisionada no corpo, se a abaixas e dizes: "Eu não concebo nada, eu não posso, tenho medo do mar, não posso subir ao céu; não sei o que sou não sei o que serei" que queres com D'us? Pois não podes alcançar com o pensamento nenhuma das coisas belas e boas, tanto amas teu corpo e és malvado. O vício supremo, indubitavelmente, é não conhecer o divino. Contrariamente, ser capaz de conhecer, e ter tido a vontade e a firme esperança, é a via direta que conduz ao Bem e uma via fácil. Durante tua marcha, ele virá em toda parte e teu encontro, em todo lugar se oferecerá à tua vista, mesmo no lugar e na hora em que não o esperas, estejas em vigília ou em repouso, navegues ou caminhes, de noite ou de dia, falando ou calando-te: pois nada existe que ele não seja. Dirás agora: "D'us é invisível?"
Não diga isto, o que é mais manifesto que D'us? Ele criou tudo para que o vejas através de todos os seres. Eis o bem de D'us, o poder miraculoso de D'us de se manifestar através de todos os seres. Pois nada há de invisível mesmo entre os incorpóreos.
O intelecto se torna visível no ato de pensar, D'us no ato de criar.

Livro: Corpus Hermeticum
Autor: Hermes Trismegisto

sábado, 29 de outubro de 2011

Gematria é um estado interior específico de uma pessoa ou de sua alma, composta de desejo (de um vaso, kli) e Luz, plenitude. A soma de todas as sensações, impressões, estados, lembranças e intenções, o estado geral da alma, expresso na forma de letras ou uma seqüência de letras, é chamado de Gematria. É uma maneira de descrever um determinado estado da alma.
Suponhamos que eu poderia tocar uma melodia ou cantar uma canção que expressa o meu estado. Isso é a Gematria. Eu posso desenhar uma letra ou símbolo, o que também será Gematria. Eu posso transmitir a minha sensação ou o meu estado gravando-o. É semelhante ao Reshimo, um registro de informações sobre o estado.
Na espiritualidade não existe nada além do estado da Luz e do desejo (kli), esse estado de equivalência entre a Luz e desejo com a ajuda de uma tela ou intenção. Tudo o resto são meios ou formas de expressar esse estado.
                                        MICHAEL LAITMAN

A Arte da Gematria-Numerologia Cabalística
Gematria é o cálculo do “peso numérico” ou equivalência numérica das letras, palavras, ou frases, e, nesta base, obter conhecimento na inter-relação de diferentes conceitos e explorar este inter-relacionamento entre palavras e ideias. O conceito fundamental da gematria é que palavras pertencentes à mesma "classe espiritual" e com “peso numérico” equivalente têm o mesmo sentido metafísico, e essa equivalência numérica não é coincidência.





quinta-feira, 20 de outubro de 2011

 

A CABALÁ PARA O MUNDO

Pergunta: Quando há muitas pessoas sentadas numa sala quente, sempre haverá uma pessoa que está com frio e que força os outros a desligar o ar condicionado. Dizem que a maioria da humanidade é capaz de se adaptar às mudanças iminentes. Mas o que devemos fazer com aqueles que estão presos e não estão prontos para sair do estado atual?

Resposta: É importante corrigir a si mesmo em vez do mundo. Na verdade, eu quero provocar movimentos externos e tento ajudar as pessoas a entender o processo e o método de autocorreção. No entanto, em essência, eu só me preocupo com o modo de corrigir a mim mesmo. Eu não corrijo o meu vizinho. Eu lhe dou o método na forma mais suave possível, mas não o faço agir; isso já é escolha dele.
Portanto, nós não incomodamos as pessoas que não estão prontas para a mudança, de forma alguma. Elas ainda não estão maduras para isso. Ao disseminar o método Cabalístico, nós deixamos cada um avaliar por si mesmo. Eu já declarei em diversas ocasiões que não me importo como as pessoas aceitam a nossa mensagem. Eu escuto suas respostas apenas para melhorar a apresentação: para indicar algo de um modo novo e responder a uma pergunta que incomoda alguém. Mas se eu dei tudo o que tenho e a pessoa ainda rejeitam e desprezam as minhas palavras, eu a trato com respeito. Para mim, isso também é um sinal de sucesso, porque eu fui capaz de aproximar-me dela e revelar a sua resistência. Esta é a reação correta para ela hoje, e nada pode ser feito com relação a isso.
Nós nos dirigimos ao mundo exterior apenas para melhorar a nós mesmos. E se melhoramos a nós mesmos da melhor forma possível, eu não tenho nenhuma queixa com relação às respostas das pessoas. Vamos esperar mais um ano, ou mais cinco anos.
No entanto, se formos longe demais, isso será coerção e não estará dando à pessoa a oportunidade de livre escolha.
Hoje, um paradigma completamente novo, uma nova visão de mundo e uma nova abordagem estão surgindo diante de nós que nunca existiram antes. No passado, nós mudamos o mundo, mas agora o mundo é invariável e nós temos que mudar a nós mesmos.
Estas mudanças internas na pessoa só podem vir por sua escolha, pelo seu desejo, por uma decisão consciente que ela faz a cada passo. E a Cabalá é essencialmente o método, o plano de ação neste caminho.
Por definição, a ciência da Cabalá é a revelação do Criador para a criação. Ao mudar, a pessoa alcança a semelhança com a natureza. Ser semelhante à natureza significa ser semelhante ao Criador. Uma pessoa (Adam) é aquela que é similar (Domeh) ao superior. Isto é o que devemos constantemente descobrir no processo que está envolvendo o mundo.
Por termos um método Cabalístico e sermos seus representantes em nosso mundo, nós devemos ajudar toda a humanidade revelando este método de todas as formas. Obviamente, isso deve ser feito com o entendimento de que as pessoas resistem às mudanças, não as querem, e as desprezam. Isso é verdade, mas, no entanto, é assim que tudo deve ser. Da nossa parte, nós devemos melhorar a apresentação, a fim de levar o método às pessoas de forma confortável e agradável.
Caso contrário, o mundo irá, naturalmente, sofrer cada vez mais de um dia para o outro, imergindo em confusão, desamparo e perplexidade. As pessoas podem ficar tão confusas que questões se expandirão para uma guerra. Afinal, quando você está confuso e desorientado sob uma saraivada de golpes, seus nervos podem não resistir.
Então, você estará disposto a fazer qualquer coisa para parar o caos. Mesmo a guerra parecerá a salvação, porque ela parece colocar tudo em seu lugar. Assim como uma pessoa pode ter raiva, a humanidade também pode, e nos nossos dias nós entendemos que isso significa uma guerra mundial.
Depende de nós: quão rapidamente assimilaremos a ciência da Cabalá e a disponibilizaremos em uma apresentação clara e correta para o mundo inteiro? Todos nós juntos devemos nos tornar uma organização de educação e instrução que ajuda as pessoas e explica como mudar, a fim de estabelecer a correta interconexão e, assim, alcançar equivalência com a natureza ou com o Criador, que é a mesma coisa.
Se não conseguirmos alcançar o equilíbrio e a harmonia com a natureza, então, além dos fracassos sociais, sentiremos golpes devastadores, que nos liquidarão. Afinal, mesmo na atual sociedade humana, nós somos incapazes de qualquer coisa até que mudamos a nós mesmos. O egoísmo está atraindo uma enorme quantidade de problemas sociais, mas não podemos parar.
A sociedade de consumo está esgotando a terra. Duzentos anos de era industrial esgotaram todos os seus recursos e em breve eles secarão completamente. Água potável, petróleo e outros recursos estão todos chegando ao seu fim. Finalmente, não seremos nem mesmo capazes de levar uma vida normal, para não mencionar os excessos. Mesmo assim, nós somos incapazes de nos conter, de limitar a produção e a poluição.
E nós não conseguiremos fazer isso até mudarmos a natureza do homem. Nenhuma solução artificial nos ajudará. Nós ainda colocamos nossas esperanças nos métodos antigos, mas a natureza não aceita mais de nós “o pagamento por crédito” (por mérito). Ela aceitará apenas uma coisa de nós: a harmonia com ela, a homeostase com este sistema global.
A necessidade de mudar o homem está obrigando a nós, Cabalistas, a sair dos limites anteriores e começar a fazer ações na escala global. E nós não temos outra escolha. Como o Baal HaSulam escreve no artigo “A Ciência da Cabalá e sua Essência”: Como um todo, a Cabalá é a revelação do Criador. Onde? Na pessoa. De acordo com o quê? Com Sua equivalência de forma. A pessoa adquire semelhança com o Criador, a natureza envolvente e global, tornando-se um único todo com ela.



Um Cabalista tem duas funções: uma relativa ao Criador e outra relativa aos seres criados. Em muitos casos, elas estão interconectadas e uma afeta a outra, mas elas ainda são duas diferentes missões. Com relação ao Criador, um Cabalista tem um tipo especial de trabalho dentro do sistema ao qual pertence. Lá, ele é conectado com os Cabalistas de todas as gerações que vivem nesse sistema como almas corrigidas. Ele compreende sua designação na raiz de sua alma, no lugar ao qual ele pertence dentro do sistema. Ao revelar o Criador, ele O deleita.
Com relação aos seres criados que ainda não chegaram ao alcance individual, com a melhor de sua habilidade, ele divide seu conhecimento da sabedoria da Cabalá e os ajuda a se aproximarem do sistema superior, a conscientemente entrar nele, e a fazer parte da correção.
Para cumprir isso, os Cabalistas escrevem livros. Um livro é a revelação. Cada geração precisa de novos livros uma vez que a cada nova encarnação as almas tornam-se renovadas. Elas são caracterizadas pelo grande egoísmo e por um novo tipo de percepção. Além disso, mesmo em nosso mundo corporal, as condições para a revelação do Criador também estão mudando.
Desta forma, os Cabalistas têm que continuar melhorando o método da Cabalá. Esse é o mesmo método que foi revelado por Adão, mas em cada geração, ele tem que ser compatível com o desejo coletivo. Como o desejo cresce, as condições entre o Criador e nós muda, e é sobre isso que os Cabalistas escrevem.
Quando nós tentamos penetrar na profundidade de um texto Cabalístico, vemos que não são simplesmente letras e palavras, mas um mecanismo que trabalha em nós enquanto falamos. O texto é um programa que é colocado na pessoa para trabalhar com seu desejo para que assim comece a ter correspondência com o sistema superior. É quando a pessoa se torna parte dele.
Através dos livros, um Cabalista passa aos estudantes como construir a intenção, como agir e se interconectar. Além disso, ele passa adiante a força interna do sistema espiritual. Ele entra na pessoa enquanto ela está lendo, mas a afeta somente com a condição de que ela deseje mudar para ser como o Cabalista cujas palavras ela está lendo e que ela deseje penetrar no texto para revelar o que está sendo descrito.
Pergunta: Qual é a raiz espiritual da disseminação e por que ela é tão importante?
Minha Resposta: A raiz da disseminação, a difusão da sabedoria da Cabala, encontra-se na conexão entre as almas. Após o rompimento dos kli(recipiente) e separação devido ao egoísmo mútuo, as almas têm que se reunirem. É um “quebra-cabeças” que temos que remontar, é desta forma que vamos conhecer o Criador da alma comum.
Pergunta: Por que as religiões e as crenças também querem disseminar?
Minha resposta: Todos querem propagar a sua influência e força, querem ser mais fortes, mais poderosos e ricos, e para absorver mais seguidores de outras crenças. É um desejo natural egoísta de qualquer ensino
Pergunta: Então, qual é a diferença entre os ensinamentos egoístas e a Cabala?
Minha Resposta: Nós não contratamos ninguém. Nós não precisamos fazer isso. Buscamos um único objetivo: que uma pessoa venha a saber o propósito da sua existência e o modo como fazer com que sua vida seja boa, eterna e perfeita. É isso aí! Como você chamaria essa pessoa? Ela não seria chamada de nada, nem de judeu, de cristão ou de muçulmano, nem um seguidor de alguém ou de alguma coisa. Ela simplesmente vai ser gentil e carinhosa com todos.                                                                                                               Michael Laitman

quinta-feira, 22 de setembro de 2011


A Casa do Saber é um centro de debates, reflexão e conhecimento, no Rio de Janeiro e em São Paulo, que permite o acesso à cultura de forma clara e envolvente, porém rigorosa e fiel às obras dos criadores. Em um ambiente extra-acadêmico, a Casa do Saber oferece cursos livres, palestras e oficinas de estudo nas artes plásticas, ciências sociais, filosofia, literatura, história, música e psicanálise, reunindo renomados professores e conferencistas. As palestras e os cursos, estes com duração de um a três meses, apresentam o diferencial de serem ministrados em pequenos grupos para promover a troca de ideias e uma maior interação entre os participantes e os mestres.
        

sábado, 17 de setembro de 2011

 AMAR.LIBERTAR.MEDITAR.ASCENDER.
O mundo ocidental é, sem dúvida, a vanguarda da raça humana e, por motivos que indicaremos nas páginas seguintes, sustentamos que nem o Judaísmo nem o "Cristianismo Popular", mas sim o verdadeiro Cristianismo Esotérico será a religião mundial.
Buda, grande e sublime, pode ser a "Luz da Ásia", mas Cristo ainda será reconhecido como a "Luz do Mundo". Assim como o sol ofusca a luz das mais brilhantes estrelas nos céus e dissipa todo o vestígio de trevas, iluminando e vivificando todos os seres, assim, em futuro não muito distante, a verdadeira religião de Cristo há de superar e anular todas as outras religiões, para eterno benefício da humanidade.
Em nossa civilização, o abismo que se abre entre a mente e o coração tornam-se maior e mais profundo e, enquanto a mente voa de uma a outra descoberta nos domínios da ciência, o abismo aprofunda-se e amplia-se ainda mais, ficando o coração cada vez mais distante. A mente busca com ansiedade e satisfazem-se apenas com explicações materialmente demonstráveis acerca do homem e demais seres do mundo fenomenal. O coração sente instintivamente que algo de maior existe, e anela por aquilo que pressente como verdade de ordem tão elevada que só pode ser compreendida pela mente. A alma humana subiria nas asas etéreas da intuição e banhar-se-ia na eterna fonte de luz espiritual e amor; mas os modernos pontos de vista científicos cortaram-lhe as asas, deixando-a acorrentada e silenciosa, atormentada por aspirações insatisfeitas, tal como o abutre em relação ao fígado de Prometeu.
É necessário que seja assim? Não haverá um terreno comum onde possam encontrar-se cabeça e coração, a fim de que, ajudando-se mutuamente, possam tornar-se mais eficientes na investigação da verdade universal, satisfazendo-se por igual?
Tão seguramente como a luz preexistente criou o olho que a pudesse ver; tão seguramente como o desejo primordial de crescimento criou o sistema digestivo e assimilador para a consecução daquele fim; tão seguramente como o pensamento existiu antes do cérebro, construiu-o e continua construindo-o para sua expressão; tão seguramente como agora a mente procura arrancar os segredos da natureza unicamente

Pela força da audácia, - assim também o coração há de encontrar um meio de romper suas cadeias e satisfazer suas aspirações. Atualmente ele se encontra sujeito ao cérebro dominador. Mas algum dia adquirirá a força necessária para despedaçar os grilhões e converter-se em um poder maior que a mente.
É igualmente certo que não pode haver contradição na natureza, portanto coração e mentes devem ser capazes de unir-se. O objetivo deste livro é precisamente esse: mostrar como e onde a mente, ajudada pela intuição do coração, pode penetrar nos mistérios do ser, muito mais profundamente do que cada um poderia fazê-lo por si só; mostrar como o coração, unido à mente, pode ser defendido do erro, e como cada um tem plena liberdade de ação sem se violentarem mutuamente, mas ambos satisfazendo suas aspirações.
Só quando esta cooperação for alcançada e aperfeiçoada poderá o homem chegar à mais elevada e verdadeira compreensão de si próprio e do mundo de que é uma parte. Somente isso lhe poderá dar uma mente ampla e um grande coração.
A cada nascimento passa a existir entre nós o que parece ser uma vida nova. Vemos a pequena forma viver e crescer, e converter-se pouco a pouco em fator de nossas vidas durante dias, meses ou anos. Chega por fim um dia em que a forma morre e se decompõe. A vida que veio, não sabe de onde, passa ao invisível além, e então com tristeza indagamo-nos: De onde veio? Por que esteve aqui? Para onde foi?
A forma esquelética da Morte projeta sua horrenda sombra em todos os umbrais. Velhos ou jovens, sãos ou enfermos, ricos ou pobres, todos, todos nós devemos passar através dessa sombra, do modo que em todas as idades tem-se escutado o clamor de angústia pela solução do enigma da vida - do enigma da morte.
Para a grande maioria da humanidade as três grandes perguntas: de onde viemos? por que estamos aqui? para onde vamos? Permanecem sem resposta até hoje. Lamentavelmente formou-se a opinião, aceita pela maioria, de que nada podemos conhecer definitivamente sobre tais assuntos do mais profundo interesse para a humanidade. Nada mais errôneo do que semelhante idéia. Todos e cada um, sem exceção, podem tornar-se aptos para obter informações diretas e definidas sobre o assunto; podem pessoalmente investigar o estado do espírito humano tanto antes do nascimento como depois da morte. Não há favoritismo nem se requerem dons especiais. Todos têm inerente, a faculdade de conhecer tudo isso, mas! - Sim, há um "mas", e um "MAS" que deve ser escrito em maiúsculo. Essa faculdade está presente em todos, mas latente na maioria das pessoas. Requer um esforço persistente para despertá-la,

embora isto pareça um poderoso dissuasivo. Se estas faculdades de "despertar e conscientizar" pudessem ser conseguidos por dinheiro, ainda que por preço elevado, muitos pagariam sem hesitação só para desfrutar dessa imensa vantagem sobre os seus semelhantes. Todavia, bem poucos são realmente os que se prestam a viver a vida necessária para despertá-las. Só um esforço paciente e perseverante pode realizar esse despertar, que não pode ser comprado nem atingido por caminhos fáceis.
Todos admitem que é necessário prática para aprender-se a tocar piano, e que seria inútil pretender-se ser relojoeiro sem antes passar-se pelo aprendizado. Mas quando se trata da alma, da morte, do além ou das origens do ser, muitos crêem saber tanto quanto qualquer outro e avocam-se o direito de emitir opinião, apesar de nunca terem consagrado a tais assuntos ao menos uma hora de estudo.
E evidente que ninguém pode esperar que sua opinião sobre um assunto seja considerada, se nele não é versado. Em assuntos jurídicos, quando são chamados peritos a opinar, examina-se em primeiro lugar a sua competência. Sua opinião de nada valerá se não ficarem comprovados sua proficiência e conhecimento sobre o assunto em causa.
Todavia, se pelo estudo e prática eles são considerados aptos a emitir parecer digno de crédito, este será acatado com o maior respeito e consideração. E se o testemunho de um perito é corroborado pelo de outros igualmente capacitados, mais aumenta o valor e a veracidade do quanto foi evidenciado pelos primeiros.
O testemunho irrefutável de tal perito vale muitíssimo mais do que o de uma dezena ou o de um milhão de pessoas que nada sabem do assunto, posto que o nada mesmo quando multiplicado por um milhão, sempre resulta em nada. Isto é tão certo em matemática como em qualquer outro assunto.
Como já afirmamos, acatamos prontamente argumentos desta natureza quando se referem a assuntos materiais, mas quando se discutem coisas acima do mundo dos sentidos, coisas sobre os mundos suprafísicos, ou quando se tem de demonstrar as relações entre Deus e o homem, e explicar os mistérios mais íntimos da divina centelha imortal impropriamente chamada alma, todos esperam que suas opiniões sejam ouvidas, que se dê toda consideração às suas idéias sobre coisas espirituais. E que lhas conceda tanto valor como às emitidas pelo sábio o qual, mediante uma vida paciente e laboriosa investigação, adquiriu sabedoria de tão elevadas coisas.
Ainda mais, muitos não se contentarão em pedir igual mérito às próprias opiniões, mas tentarão até escarnecer e ridicularizar as palavras do sábio, buscando

Impugnar o seu testemunho como fraudulento e, com a suprema confiança da mais profunda ignorância, afirmarão que como eles nada sabem sobre tal assunto é também absolutamente impossível que qualquer outra pessoa o saiba.
O homem que se conscientiza de sua ignorância deu o primeiro passo na direção do conhecimento.
O caminho para o conhecimento direto não é fácil. Nada realmente valioso se obtém sem esforço persistente. Nunca será demasiado repetir que não existem coisas tais como "dons" e "sorte". Tudo o que somos ou possuímos é resultado de esforço. O que falta a um, em comparação com outro, está latente em si mesmo e pode ser desenvolvido quando se empregam os meios apropriados.
Se o leitor, que compreendeu bem esta idéia perguntar o que deve fazer para obter o conhecimento direto, terá na seguinte história a idéia fundamental do ocultismo:
Certo dia um jovem foi visitar um sábio, a quem perguntou: "Senhor, o que devo fazer para tornar-me um sábio?" O sábio não se dignou responder. Depois de repetir a pergunta certo número de vezes sem melhor resultado, o jovem foi embora, mas voltou no dia seguinte com a mesma pergunta. Não obtendo resposta ainda, voltou pela terceira vez e novamente fez a pergunta: "Senhor, o que devo fazer para tornar-me um sábio?"
Finalmente o sábio deu-lhe ouvidos, e então desceu a um rio próximo. Entrou na água convidando o jovem e levando-o pela mão. Quando alcançaram certa profundidade o sábio, pondo todo seu peso sobre os ombros do rapaz, submergiu na água, apesar dos esforços que este fazia para livrar-se. Por fim o sábio largou-o, e quando o jovem recuperou alento perguntou-lhe:
"Meu filho, quando estavas debaixo d'água o que mais desejavas?"
O jovem respondeu sem hesitar: "Ar, ar! eu queria ar!"
"Não terias antes preferido riquezas, prazeres, poder ou amor, meu filho? Não pensaste em nenhuma dessas coisas?" indagou o sábio.
"Não, senhor! Eu desejava ar, só pensava no ar que me faltava", foi à resposta imediata.
"Então", disse o sábio, “para te tornares sábio deves desejar a sabedoria com a mesma intensidade com que desejavas o ar”.
Deves lutar por ela e excluir de tua vida

qualquer outro objetivo. Essa e só essa deve ser, dia e noite, tua única aspiração. “Se buscares a sabedoria com esse fervor, meu filho, certamente tornar-te-ás sábio.”
Este é o primeiro e fundamental requisito que todo aspirante ao conhecimento oculto deve possuir - um desejo firme, uma sede abrasadora de conhecimento, e um entusiasmo insuperável para conquistá-lo. Mas o motivo supremo para a busca desse conhecimento oculto deve ser um desejo ardente de beneficiar a humanidade, esquecendo-se inteiramente de si mesmo, a fim de trabalhar para os outros. A não ser por essa motivação, o estudo do ocultismo é perigoso.
Sem possuir tais qualificações - especialmente a última - em certa medida, qualquer tentativa para seguir o caminho árduo do ocultismo seria um empreendimento perigoso. Outro pré-requisito para aspirar ao conhecimento direto é o estudo do ocultismo indiretamente. A investigação direta requer certos poderes ocultos que permitem estudar os assuntos relacionados com os estados pré-natais e pós-morte do homem, mas ninguém deve se desesperar por não ter desenvolvido ainda poderes ocultos para adquirir conhecimento direto sobre esses assuntos. Assim como um homem pode conhecer a África indo lá pessoalmente ou lendo as descrições de viajantes que ali estiverem, assim também, para conhecer os mundos suprafísicos, visita-os, se estiver habilitado para fazê-lo, ou estuda o que outros já capacitados contam como resultado de suas investigações.
Cristo disse: "a Verdade vos libertará", mas a Verdade não é encontrada de uma vez e para sempre. A Verdade é eterna e eterna deve ser a sua busca. O ocultismo desconhece qualquer "crença transmitida de uma vez e para sempre". Há certas verdades básicas que permanecem, mas que podem ser encaradas sob diversos ângulos, cada um apresentando um aspecto diferente que complementa os anteriores. Portanto, naquilo que até o presente podemos saber, não há meio possível de chegar-se a última Verdade.(ALMA, Grupo de Estudos Cabalísticos).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O segredo que envolve os 72 nomes de D’us remonta a época
De Moisés e é ensinado no livro cabalístico Bahir (livro da iluminação – século l D.C.).
Neste, há menção aos 72 nomes sagrados, ensinando como se chegar aos mesmos pela combinação dos versículos 19 a 21, capitulo14, do Livro Êxodo.
Cada um dos 72 nomes de D’us é composto por 3 letras e cada um desses nomes
Serve para nos conectar com uma faixa vibratória da lux de D’us e trazer
Essa sintonia divina para nossas vidas.
Ninguém necessita aprender hebraico para usar os 72 nomes de D’us
Em suas vidas. Cada nome usado como um símbolo sagrado,
Já que as disposições das letras, via de regra, não produz palavras, o que impede a pronuncia.
Dentre os raros nomes pronunciáveis temos o AUM ou OM, o qual é um nome divino,
Tanto no ocidente, como no oriente. Assim devemos olhar para as letras e imaginar
A luz de cada uma delas vibrando dentro de nós, nos iluminando.
Este ato de passar os olhos nas letras é chamado pelos cabalistas modernos de “escanear”
As letras, fixar na retina da alma a presença de D’us.

www.luzcristica.com



O Zohar é considerado a espinha dorsal da Cabala, que é a parte mais secreta e mística da Torá Oral. Por meio da Cabala aprendemos as leis que regem o espírito, segundo as quais, tudo que acontece tem alguma causa. Aprendendo isso, aprendemos a viver melhor, porque procuramos fazer o melhor para nós e para os outros.
A grandeza do Zohar – mesmo se tratando apenas de uma pequena parte dele aqui – está em sua capacidade de abrir caminhos de entendimento, baseado numa complexa estrutura simbólica.
O Zohar, ou O Livro do Esplendor, é uma obra clássica da mística judaica e o livro mais completo sobre a Cabala. Sendo um comentário da Lei (que segue o plano dos cinco primeiros livros da Bíblia), esta obra apresenta uma coletânea de excertos selecionados pela sua vivacidade colorida na descrição da vida espiritual, pela acuidade na exegese da Escritura, pelo carácter múltiplo do pensamento sobre a alma, a vida da fé, o amor humano e o amor divino, o sofrimento e a morte, o exílio e a redenção...

O Zohar é fonte de inspiração e sabedoria para os iniciados que ousam adentrar seus segredos. Seus principais focos são a teosofia - a interação das Sefirot e seus mistérios, a conduta humana e o destino dos judeus neste mundo bem como no mundo das almas. São raras as ocasiões em que discute de forma explícita a meditação ou a experiência mística.
Ao penetrar na superfície literal da Torá, O Livro do Esplendor revela as profundezas místicas de suas histórias, leis e segredos. Transforma a narrativa bíblica em uma "biografia de D'us". Toda a Torá é lida como permutações de Nomes Divinos. Cada uma de suas palavras ou de suas Mitzvot simbolizam algum aspecto das Sefirot - que representam as maneiras pelas quais D'us interage com Sua Criação. O Zohar revela que o real significado da Torá reside em sua parte oculta - chamada de Nistar - e em seus segredos místicos.
Mas esta obra grandiosa não trata apenas de assuntos esotéricos e místicos. Não há uma única preocupação sobre a existência humana que permaneça intocada em suas páginas. Apesar da aura de mistério que a cerca, muitos de seus ensinamentos têm servido de guia para várias gerações de judeus. De um lado, o Zohar se aprofunda nos maravilhosos mistérios da alma e do Criador; do outro, aborda assuntos como o poder do mal e a necromancia, proibida pelo judaísmo. Nele encontram-se visões da Redenção Messiânica, assim como soluções para as complexas relações entre seres humanos e os problemas de seu cotidiano.
Alicerçado principalmente na Torá, o Zohar é uma obra imensa, dividida em cinco tomos que são, por sua vez, subdivididos em Parashiot, seguindo o mesmo número e nome das Parashiot da Torá. Trata-se principalmente de uma exegese - uma dissertação de homilias - e suas idéias emergem através de comentários e discursos. Nele estão as interpretações místicas e os comentários das Parashiot - as leituras semanais da Torá. A obra não se restringe aos Cinco Livros de Moisés; também aborda outros livros da Torá, inclusive o Cântico dos Cânticos, o Livro de Ruth e as Lamentações. Não cabe enfatizar em demasia que a Cabalá é a parte secreta da Torá e, portanto, não poderia ser estudada ou seguida à parte da Torá revelada. Acreditar ou estudar a Cabalá sem o respaldo da Torá Escrita e Oral é, no mínimo, incongruente, pois não há um único trabalho cabalístico que não contenha citações dos 24 livros da Torá Escrita, do Talmud e do Midrash.
Assim como o Talmud, o Zohar cobre todas as manifestações do espírito judaico. Porém, enquanto o primeiro é essencialmente uma obra sobre a Lei Judaica, com pitadas de misticismo, o segundo é principalmente um trabalho místico que aborda e elabora sobre algumas leis do Torá. O Zohar descreve a realidade esotérica subjacente à experiência cotidiana. Nele, temas e histórias, tópicos legais e assuntos litúrgicos são vistos e expostos através de uma interpretação mística.

                                  http://www.editoraincognito.com.br/zohar.asp

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ORAÇÃO

Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som,

Ação sem palavras, Criador do Cosmos!

Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós, para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor...

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

QUE ASSIM SEJA.”

Oração escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém / Israel, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (séc VI ac), e a língua usada pelos povos da região. Jesus sempre falava ao povo em idioma aramaico. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

REGRAS ÁUREAS ACHADAS NAS RUÍNAS DE PERSÉPOLIS, CIDADE CONSTRUÍDA POR DÁRIO E INCENDIADA POR ALEXANDRE EM 331 A.C., GRAVADAS NUMA PEDRA COM SÍMBOLO MAÇÔNICO

DIGAIS


SABEIS

DIZ

SABE

DIRÁ

NÃO SABE

FAÇAIS


PODEIS

FAZ

PODE

FARÁ

NÃO DEVE

ACREDITES


OUVIS

ACREDITA

OUVE

ACREDITARÁ

NÃO OUVE

GASTEIS


TENDES

GASTA

TEM

GASTARÁ

NÃO TEM

JULGUEIS


VEDES

JULGA


JULGARÁ

NÃO VIU

NÃO


TUDO QUANTO

PORQUE AQUELE QUE

TUDO QUANTO

MUITAS VEZES

O QUE

 
http://cabala-grupodeestudos.blogspot.com/

O desconhecido exerce um fascínio tão sedutor que a sua beleza só pode ser classificada como mágica. Uma paixão ardente, onde cada pedaço das vestimentas vai sendo retirado com deleite, revelando aos poucos a intimidade da realidade que se oculta sob um delicado véu de veludo. Um amor profundo que vai se conhecendo aos poucos, e a cada dia deseja-se conhecer ainda mais." (Natokun)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A famosa Tábua de Esmeralda sempre foi utilizada como ponto de partida para os estudiosos da alma humana. Segundo dizem, neste pequeno texto, originariamente gravado em uma esmeralda, estão encerrados os mais secretos segredos da vida. Alquimistas, filósofos, magos, cabalistas, basearam suas pesquisas neste fragmento de sabedoria, atribuído a um sábio egípcio chamado Hermes Trimegisto. Daí o motivo do nome hermetismo para generalizar as diversas correntes ocultistas ao longo do tempo.